Consumidores caririenses encontram pão francês mais caro


Influenciado pela constante alta do dólar, o quilo do pão está 8% mais caro, segundo o Sindicato dos Panificadores (Sindipan). O motivo se deve ao fato do trigo utilizado na produção ser importado dos Estados Unidos e Argentina, ou seja, o ingrediente é comprado em dólar. O quilo do pão está custando em média R$8,90. O preço tem chamado a atenção dos consumidores.
A fisioterapeuta Lúcia Martins, que costumava tomar café na padaria, teve que mudar o hábito após o aumento. “Antes, com R$5, eu tomava café e ainda levava alguns biscoitinhos para o trabalho. Hoje, se continuasse com esse hábito, pagaria em média R$7. Agora, compro o pão e faço o lanche em casa. Com R$1, levo três pães para casa. É melhor acordar um pouco mais cedo e fazer o próprio lanche, do que ter o desconforto de ficar com o orçamento comprometido no final do mês”, relata Lúcia Martins.
O vigilante Edson Santos também sentiu no bolso o aumento do valor. “Antes, com R$2, eu levava oito pães. Hoje, com o mesmo valor, estou levando apenas seis. A gente tem buscado alternativas para driblar esse aumento. Um dia a gente come com biscoito, no outro come tapioca, e por ai vai. A gente continua ganhando o mesmo valor e tudo está mais caro. É preciso se adaptar a essa realidade”, conta Edson Santos.
Proprietário de uma panificadora em Juazeiro do Norte, Humberto Macedo, conta que a margem de lucro da empresa tem diminuído para tentar segurar o reajuste de 8% no pão francês. “Desde que o dólar começou a ficar mais caro, o trigo, que na maioria das vezes é importado, ficou com um valor mais alto. O saco com 50Kg está custando entre R$105 e R$125. Já o açúcar está numa média R$100. Os encargos sociais estão mais altos. Tudo aumentou e o valor que chega ao caixa no final do mês continua o mesmo”, explica Humberto Macedo.
Segundo Humberto, para que o estabelecimento não reduza o volume de vendas, a panificadora tem investido em produtos diferenciados. “Nós estamos investindo em pães especiais para chamar a atenção dos nossos clientes. Produtos mais elaborados são mais caros e acabam sendo uma alternativa para aumentar as vendas dos produtos. Enquanto essa inflação e o dólar não diminuírem, nós teremos que usar e abusar da criatividade para manter as vendas”, finaliza.
(Jornal do Cariri)

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